quarta-feira, 4 de março de 2015

EXTRAINDO APRENDIZAGEM DO PECADO


Salmos 32:8-9 ARC: "Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio, para que se não atirem a ti".


Essa é uma declaração do rei Davi falando do seu processo de arrependimento do pecado de adultério e assassinato. O homem segundo o coração de Deus nos fala da importância de termos um coração ensinável no processo de arrependimento do pecado.


Caro irmão, que não sejamos como um cavalo e uma mula, que não têm entendimento, mas que nos deixemos exortar por Deus e sua Palavra, bem como pelas pessoas que o Senhor levantou para nos assistir.


Deus quer que abandonemos nossa antiga visão do pecado, aquela em que ficamos o tempo todo nas práticas erradas num ciclo infindável de repetição e achamos que basta um pedido de perdão a Deus e está tudo bem, isto é, aquela visão em que jogamos o pecado pra debaixo do tapete.


Deus quer ir além. Ele quer tratar a iniquidade, o estado de mente cauterizada pela maldade que abrigamos em determinada área de nossa vida e nos predispõe para um determinado pecado.


Tal como foi com Davi, Deus quer tratar a raiz podre do pecado sexual, qual seja o orgulho, a lascívia, a luxúria, a satisfação egoísta, bem como dos outros pecados, quaisquer que sejam, tal como a inveja, a fofoca, o ódio.


Deus quer tratar a ferida para que não usemos o outro para nos satisfazer em prol de nossos poderosos desejos não supridos.


Tiago: 5. 16: "Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação". - Bíblia JFA Offline


Acima de tudo, ele quer que extraiamos aprendizagem das nossas quedas e deslizes para que possamos amadurecer na fé e ajudar outros na caminhada cristã.


Pense nisso: a iniquidade nos impedirá de herdar o Reino de Deus e, por isso, Deus quer tratá-la, justamente porque lhe ama, para que você não herde a perdição eterna. Deus quer curar seu coração da iniquidade e renovar sua mente para que você desenvolva a verdadeira essência da santidade, o amor, que faz o Reino de Deus avançar.


Confie em Deus. Ele sabe que o pecado não é o estilo de vida correto pra você.


Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ESPERANÇA



"A esperança adiada entristece o coração; mas o desejo cumprido é árvore de vida." Pv 13:12

A esperança é um grande recurso interno que mantém o nosso coração íntegro e grato a Deus. Ela tem o poder de quebrar a rigidez das estruturas de pensamento que nos fazem acreditar que a mudança de uma pessoa, de nós mesmos ou de uma situação não é possível.

A esperança não é cega. Ela acredita na providência de Deus, em sua graça e misericórdia. Ela acredita nos presentes que Deus, como um bom pai, tem para nos dar, seja uma correção, um entendimento novo sobre algo, uma cura ou uma libertação, um irmão que é levantado para nos ajudar no tempo da necessidade, etc. 

A esperança adiada nos traz tristeza e, em casos agudos, depressão, pânicos, ansiedade crônica, entre outras doenças psicossomáticas.

Pense nisso. Onde você, meu amado, precisa renovar sua esperança? Será que você precisa voltar a acreditar em seu próprio potencial de mudança? Preste atenção no que você pensa e renuncie todos os pensamentos negativos que lhe impedem de viver a vida de Jesus. Regue seu coração de esperança.

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O JUÍZO DE DEUS COMEÇA PELOS CRENTES E O AMOR TAMBÉM


Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?
E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?
Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem” (1 Pedro 4:17-19).

Caro leitor, diante de uma palavra como essa, comecei a pensar: “e nós vivendo de qualquer jeito, vivendo uma vida medíocre, com nossos conflitos medíocres (embora eu saiba que existem os conflitos reais e duros de vencer), andando atrás de coisas medíocres...”

Digo medíocres (não de forma pejorativa), porque, o tesouro de maior valor é a nossa vida com Deus, além do privilégio de amar pessoas através dEle: “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).

E nós só pensando nas coisas que queremos que Jesus nos dê.  

O juízo da ira de Deus contra o pecado começa por nós, porque Deus quer purificar nosso caráter para edificar o Reino; o amor pelos perdidos é algo que começa por nós e só pode ser feito por nós, inclusive pelos perdidos dentro da casa do Pai, pessoas feridas e mutiladas que genuinamente necessitam de cuidado.

Pense nisso: se você está em comunhão com Jesus por meio de uma igreja local, não perca as oportunidades. Não perca a oportunidade de falar com uma pessoa que você não conhece; se ela estiver sozinha, convide-a para sentar junto com você; se você tiver uma célula, um grupo familiar ou pequeno grupo, insira-a nele, convidando-a, mande mensagens, tudo na direção do Espírito Santo. O amor é uma decisão; não espere sentir algo. Uma pessoa que hoje você fala ou convida para estar junto de você pode ser uma pessoa necessitada e ferida emocionalmente e ela pode ser transformada por Deus amando-a através de você. Amanhã, essa pessoa pode ser um daqueles amigos mais chegados do que um irmão (Provérbios 18:24).

Quer ver o Espírito Santo transbordando em você na manifestação de milagres, maravilhas, curas, libertações e sinais? Ame as pessoas; deixe Deus amar as pessoas através de você.

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

PERDAS, LUTOS, FRUSTRAÇÕES E DESEJOS NÃO SATISFEITOS


O ser humano passa ao longo da vida por uma série de perdas que, muitas vezes, são irrecuperáveis e deixam a nossa alma em um luto duradouro.

E, nessa hora, temos de relembrar uma realidade básica acerca de nossa natureza humana: a primeira perda da qual precisamos ser consolados é a perda do relacionamento com Deus.

Por causa do pecado, o ser humano é naturalmente separado de Deus, possuindo um vazio na alma que só Ele pode preencher.

Na medida em que temos a reconciliação com o nosso Criador, através do arrependimento dos nossos pecados e da fé em Jesus Cristo e na sua obra de salvação, temos de desenvolver uma vida de busca de relacionamento de dependência e intimidade com Ele a fim de que sejamos transformados pelo poder do Espírito Santo, o qual nos convence do pecado, da justiça e do juízo de Deus, guiando-nos em toda a verdade (João 16: 8 e 13).

Precisamos fazer de Deus o nosso consolo constante para os lutos que assaltam nosso coração e não O culpar pelas nossas perdas e frustrações, nem mesmo abandonar a fé e nossa convicção na verdade do Evangelho.

É necessário extrair das perdas, dos lutos, das frustrações e de nossos desejos não satisfeitos uma sabedoria que só eles podem trazer a fim de que nosso caráter seja moldado à semelhança de Cristo. Peça ao Espírito Santo que lhe mostre a sabedoria que ele quer agregar a você diante das perdas e situações difíceis.

Pense nisso: você já parou para pensar quais são as perdas, lutos, frustrações e desejos não satisfeitos que você não conseguiu superar? Já definiu o tamanho de sua perda e da sua dor? Diante das perdas e das circunstâncias difíceis, que pecados você tem cultivado em seu coração para consolar a sua alma e lidar com a sua dor?

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

CORAÇÃO DE ÓRFÃO X CORAÇÃO DE FILHO: O QUE VOCÊ SENTE EM RELAÇÃO A DEUS?


"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai"(Romanos 8:15 ARC).

Você já parou para pensar: quem você acha que Deus é? Ou melhor, qual é a imagem, o conceito de Deus que você tem em seu coração? Não estou falando a respeito do que você sabe a respeito de Deus por ler a Bíblia, mas do que você realmente sente em relação a Ele em seu coração. Quais são seus sentimentos a respeito de Deus?

Observe as experiências em que você passa por tribulações ou perdas, elas são um genuíno indicador do que você sente num nível mais profundo em relação a Deus.

Na hora da tribulação ou das perdas da vida, você acha que Deus é um pai insensível, desinteressado, distante, que lhe abandonou? Ou então, nessas horas, você vê a adversidade como uma oportunidade de crescimento e aperfeiçoamento do seu caráter, sendo uma parte da providência de Deus para a sua vida, percebendo e sentindo Deus como um pai amoroso, presente, educador, interessado em você?

Se você percebe e sente Deus da primeira forma, então você tem um coração de órfão e precisa de transformação para viver a vida abundante de Deus. Se você percebe e sente Deus da segunda forma, então você tem um coração de filho.

Pense nisso: Será que você precisa renunciar em sua vida alguma mágoa que você tem a relação a Deus por alguma perda que você experimentou ou um sonho que se frustrou? Até que ponto você culpa Deus por coisas que aconteceram em sua vida, tais como a perda de um ente querido, uma pessoa que lhe feriu ou abusou de você, um acidente, um relacionamento rompido, pais que não foram tão carinhosos, um emprego ou oportunidade de vida que não chegou ou foi perdida, etc?

Somente Deus pode ressuscitar o seu coração, dando-lhe um verdadeiro coração de filho e restaurando a paternidade dEle em sua vida, mas, para isso, você precisará renunciar esse tipo de mágoa e extrair aprendizado útil de suas perdas e adversidades.

[Excerto retirado, reformulado e acrescido de reflexões do texto de minha autoria: A COMPAIXÃO DE JESUS: A RESTAURAÇÃO DA IMAGEM DO CORAÇÃO DO PAI, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2011/08/compaixao-de-jesus-restauracao-da.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O PRIVILÉGIO DE SER A CASA VIVA DE DEUS


O amor de Deus por nós se expressou na criação e também em nossa redenção.

Na criação, formando, com seu imenso amor, cada parte de nosso corpo, atributos, feições, belezas, colocando em nós uma singularidade que nenhum outro ser que tem o fôlego de vida possui, qual seja o privilégio de ser sermos à imagem e semelhança do próprio Deus.

Na redenção, Deus se compadeceu de nossa miséria, dando-nos a oportunidade de salvação e sacrificando em nosso favor o que Ele tem de mais precioso, seu filho Jesus.

Deus não parou por aí. Hoje, Ele nos dá outro tesouro, o Espírito Santo, que nos traz a doce e poderosa presença de Deus, uma presença perpétua e inseparável de nosso ser. Com o Espírito Santo, temos o privilégio de ser a “casa viva de Deus”. Ele se compadece de nós e nos capacita para vivermos uma vida vitoriosa, desde que estejamos dispostos a renunciar nossos pecados e viver uma vida dedicada ao Senhor. Você já fez isso alguma vez em sua vida?

"Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos" (Romanos 8:26-27).

Ninguém pode se comparar a este Deus. Você já parou para pensar: como é que criaturas tão decaídas e desobedientes como nós têm o privilégio de ser habitação de um Deus santo e puro?

Pense nisso: você tem se agradado do Senhor pelo simples fato de Ele ser quem Ele é? Você tem feito da gratidão a Deus um antídoto para o veneno das adversidades, das suas queixas e murmurações e contra os dardos inflamados do diabo? Em que áreas de sua vida você não tem confiado em Deus para operar uma grande transformação? Há alguma mágoa em seu coração que tem lhe impedido de ser grato a Deus, inclusive alguma mágoa em relação ao próprio Deus?

Reflita sobre essas questões e deixe o Espírito Santo limpar seu coração através do testemunho da Verdade e do amor de Deus.

[Excerto retirado, reformulado e acrescido de reflexões do texto de minha autoria: A COMPAIXÃO DE JESUS: A RESTAURAÇÃO DA IMAGEM DO CORAÇÃO DO PAI, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2011/08/compaixao-de-jesus-restauracao-da.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A COMPAIXÃO DE DEUS E A INTIMIDADE COM O ESPÍRITO SANTO


A compaixão de Deus por nós é tão extrema que, por meio do sacrifício de Jesus Cristo na cruz em favor dos nossos pecados, Ele nos deu o Espírito Santo para habitar em nós com a finalidade de restabelecer o relacionamento anteriormente rompido com Ele, bem como nos propiciar uma transformação de todo o nosso ser.

A respeito deste assunto, analisando a obra de C. S. Lewis acerca do Espírito Santo e sua união conosco, Leanne Payne assim declara:

Deus por seu Espírito pode habitar no homem; cristãos estão ligados com o Absoluto. Com brilhante clareza, Lewis revela que sobre esta realidade todas as filosofias e ideologias do homem tropeçam. Nisto o Cristianismo é diferente de todas as outras religiões. A menos que alguém seja preenchido pela Presença Real do Cristo ressurreto, ele não pode ver o Reino de Deus. O infinito Deus é unido com o dependente e o derivado, com o fraco e mortal, pelo seu Espírito Santo. Este Espírito Santo, habitando o homem, é capaz de reviver a totalidade da personalidade. Cada faculdade do homem está para ser desenvolvida e usada para a glória de Deus, o qual está salvando o homem ao mais extremo e que trará perfeição ao trabalho que Ele começou” (PAYNE, Leanne. Real Presence. Grand Rapids: Baker Books, 1995, p. 23, tradução minha).

Continue buscando ao Senhor, cultivando uma amizade íntima com Ele através do seu Espírito Santo e receba a vida ressurreta que Ele quer lhe dar e seja canal de restauração na vida de outras pessoas, semeando o amor de Deus.

Muitas vezes, temos um coração de órfão, isto é, um coração que acha que Deus nos abandonou no meio da caminhada, um coração inseguro e cheio de sentimentos de abandono.

Se você tem um coração de órfão e precisa tê-lo transformado em um coração de filho a fim de desfrutar da plenitude da paternidade de Deus em sua vida, saiba que o Espírito Santo, que é o Espírito da ressurreição, pode ressuscitar as áreas mortas de sua vida. Ele é o agente transformador e revelador da convicção da paternidade de Deus em sua vida:

Mas, como está escrito: nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Coríntios 2:9-10).

Tenha um relacionamento de intimidade com o Espírito Santo e Ele revelará no decorrer das experiências de sua vida a profundidade do caráter paterno e amoroso de Deus, transformando o seu coração com as atitudes corretas que você deve tomar em favor da santidade.

Pense nisso e peça ao Espírito Santo lhe mostre a verdade: quais são as experiências que você passou na vida e que lhe deixaram com um coração de órfão, isto é, com sentimentos de abandono e desamparo? Essas experiências não curadas fazem com seu coração seja tomado pelo medo e pela insegurança e fazem com você tenha uma imagem distorcida de Deus em sua mente e afeta todos os seus relacionamentos de forma negativa. Identifique-as e trabalhe-as em sua vida a fim de que você possa viver a liberdade que Cristo conquistou na cruz para você.

[Excerto retirado, reformulado e acrescido de reflexões do texto de minha autoria: A COMPAIXÃO DE JESUS: A RESTAURAÇÃO DA IMAGEM DO CORAÇÃO DO PAI, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2011/08/compaixao-de-jesus-restauracao-da.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PERDÃO E A CRUZ DE CRISTO


Perdão é um ato que só pode ser concretizado através da cruz de Cristo. Perdoar é divino e não humano, é um ato de graça e não uma questão de justiça ou retribuição e, para isso, precisamos estar dispostos a passar pela nossa cruz e negarmos a nós mesmos.
Retirar a raiz de amargura requer de nós os mesmos ingredientes que Cristo manifestou na cruz, quais sejam:

a) a humilhação (Is 57:15; 2 Cr 7:14); a confissão de nossos pecados uns aos outros para que possamos receber cura (Tg 5:16); 

b) o arrependimento dos pecados, do orgulho ferido da vítima e da nossa justiça própria (At 5:31);

c) renúncia dos nossos “direitos” e razões pessoais (1 Jo 4:9); perdão como forma de cancelamento das ofensas praticadas contra nós (Cl 3:13);

d) reconciliação e restauração dos relacionamentos partidos (2 Co 5:18-19), na medida em que isso é possível;

e) a restituição daquilo que roubamos e tiramos do outro (Lc 19:8, Lc 6:1-5), porém, às vezes, essa restituição precisa ser emocional, ou seja, temos também pedir perdão na parte em que também fomos ofensores;

f) a intercessão (1 Tm 1-4); 

g) a disciplina da obediência, a qual é baseada no temor de Deus e na decisão de amar o que Ele ama e aborrecer o que Ele aborrece, perseverando em construir um caráter à luz dos padrões do Senhor revelados em sua Palavra;

h) além do descanso que devemos depositar no Senhor na decisão de nos rendermos diante dEle e entregar a situação da ofensa em sua mãos (cf. BORGES, Marcos de Souza.Pastoreamento Inteligente: o padrão de aconselhamento na libertação. 2 ed. Almirante Tamandaré: Editora Jocum Brasil, 2011, p. 173- 212). 

Temos de olhar a ofensa como permitida por Deus para o nosso bem, para o nosso aperfeiçoamento, uma vez que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28), até mesmo porque a graça de Deus também inclui não só o privilégio de crer em Cristo, mas também de padecer pela causa do Evangelho (Fp 1:29).

Acrescente-se que devemos olhar positivamente o ofensor como instrumento de Deus para nos aperfeiçoar, assim como Jesus, que foi aperfeiçoado através dos sofrimentos e provações, para ser o nosso Salvador (Hb 4:14).

Após a ofensa, entregue-se diante de Deus, depositando a confiança de que Ele tratará da ofensa e do ofensor em seu tempo e não no nosso.

Pense nisso: até que ponto você confia em Deus para tratar as amarguras do seu coração?

[Excerto retirado, acrescido de reflexões e adaptado do texto de minha autoria: DE ESCRAVO A FILHO: REFLEXÕES NA EPÍSTOLA DE PAULO A FILEMOM CONCERNENTES AO PERDÃO E A GRAÇA ABUNDANTE DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DO HOMEM, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2012/03/de-escravo-filho-reflexoes-na-epistola_24.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

AS FILHAS DA SANGUESSUGA


A sanguessuga tem duas filhas: Dá e Dá (...)” (Provérbios 30:15).

A nossa geração atual é como as duas filhas da sanguessuga, Dá e Dá, isto é, só quer receber de Deus, só quer que Deus conceda bênçãos, tal como bens, um anseio por um casamento, um namorado, um emprego, enfim, um anseio de que Deus supra todos os seus desejos mais egoístas e que as pessoas também ajam da mesma forma com elas.

A sanguessuga se alimenta de sangue, que é a vida de um ser que respira. De forma semelhante, há muita gente hoje (e muito crente) sugando a vida de outras pessoas com o seu caráter deformado, com as suas exigências desmedidas e perfeccionistas, com a sua sede emocional, com ciúmes e manipulação, mentiras, invejas, etc.

Há muitas igrejas e pastores sugando a vida de pessoas com o ativismo religioso para sustentar um sistema religioso que tem de “funcionar” para eles e não pra Deus. É reunião pra cá, reunião pra lá, cursos, “relatórios de produtividade” de quantas pessoas compareceram, enquanto isso a família e o autocuidado, bem como o próprio relacionamento com Deus ficam em segundo plano, num falso evangelho de “salvação pelas obras” que manipula e controla. Aliás, temos de tomar cuidado com esses “relatórios de produtividade”, ainda que dados oralmente para os outros, e não esquecer que Davi foi severamente castigado por Deus por ter levantando um censo que o Senhor não autorizou, uma peste que matou 70.000 homens (1 Crônicas 21). Não sou contra cursos, reuniões, nem mesmo levantamento de estatística, mas sim de seu uso com as motivações erradas, orgulhosas; o que combato são os exageros e o uso dos mesmos como peça do ativismo religioso, como peça de manipulação e controle. 

Outras sanguessugas só querem dinheiro dos outros.

Ajude pessoas onde quer que você esteja, importe-se com elas. Você não precisa de muito, basta um gesto singelo. Você pode dar uma palavra de ânimo. Você pode ouvir um aflito. Você pode dar um abraço, um sorriso. Você só precisa viver uma vida de arrependimento de pecados, inclusive do egoísmo, e estar conectado com o coração do Pai Celestial.

Lembre-se disso: você é só um instrumento nas mãos de Deus e quem dá o resultado é o Espírito Santo.

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

AMAR OU PROSTITUIR-SE? EIS A QUESTÃO: UMA REFLEXÃO SOBRE O ESPÍRITO DE SENSUALIDADE


A realidade dos dias de hoje é que a palavra “amor” está muito desgastada e até mesmo pervertida em sua substância no ideário coletivo da humanidade.

Com base em 1 Coríntios 13:4-7, pode-se inferir que a essência do amor que Deus quer que tenhamos é marcado pela “alteridade”, isto é, que não busca a satisfação dos próprios interesses, mas que se alegra com a verdade de Deus, propagando-se por tudo o que tivermos de fazer e com quem quer que tenhamos de nos relacionar a fim de multiplicar a graça recebida dEle.

A humanidade dos dias de hoje, entretanto, cultiva em seu ideário coletivo distorcido pelo pecado um conceito de amor que busca a própria satisfação em prejuízo do bem-estar do outro, ainda que tenha, a princípio, uma capa de afeto.

A Bíblia dá nome a este tipo de sentimento de “lascívia”; “paixão”; "prostituição"; “espírito de sensualidade”, que é a idolatria dos próprios sentimentos (Oséias 4:6-14).

Todas essas são manifestações do egoísmo, em que as pessoas usam outras para sua própria realização e autoafirmação, até mesmo para preencher as suas carências pessoais, gerando relacionamentos marcados pelo individualismo, falta de tolerância e compreensão, busca pelo prazer desenfreado, possessividade, ciúmes, manipulação e controle, sexo desregrado, impureza, atrofia moral e imaturidade emocional, entre muitas outras distorções (cf. BORGES, Marcos de Souza. A face oculta do amor: desmascarando o espírito de sensualidade. Almirante Tamandaré: Editora Jocum Brasil, 2008, p. 13-42).

Tanta libertinagem sexual só tem produzido um resultado: a destruição da família como instituição divina e, por conseguinte, uma geração de homens e mulheres feridos pelo divórcio e pela traição, principalmente os filhos, que se vêem mutilados pelo medo de confiar e amar novamente depois da morte do vínculo familiar.

Pense nisso: que tipo de amor você vive? É o amor de Deus? Lascívia, paixão, prostituição ou sensualidade? O que você busca prioritariamente numa igreja: só que Deus lhe abençoe com um casamento e bens, um emprego ou você busca ser um canal de bênçãos na vida de outras pessoas, tendo a consciência de que o Reino de Deus precisa avançar e que você precisa ser parte disso?

[Excerto retirado, acrescido de reflexões e adaptado do texto de minha autoria: DE ESCRAVO A FILHO: REFLEXÕES NA EPÍSTOLA DE PAULO A FILEMOM CONCERNENTES AO PERDÃO E A GRAÇA ABUNDANTE DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DO HOMEM, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2012/03/de-escravo-filho-reflexoes-na-epistola_24.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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