sábado, 31 de dezembro de 2011

O CUSTO DO DISCIPULADO DE JESUS: UMA PEQUENA REFLEXÃO NO EPISÓDIO DO JOVEM RICO


Leia o texto base:

Mateus 19 (Versão Almeida Revista e Atualizada)
13 Trouxeram-lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse; mas os discípulos os repreendiam. 14 Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. 15 E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali. 16 E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? 17 Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. 18 E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; 19 honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? 21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. 22 Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades. Então, disse Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. 24 E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. 25 Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? 26 Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível.

I) O episódio do Jovem Rico é exemplar em demonstrar que somente Jesus é a fonte da vida eterna. O jovem queria herdar a vida eterna e, com certeza, reconheceu que Jesus tinha autoridade espiritual para dar a resposta certa acerca desta questão, apontando-lhe o caminho correto a trilhar.
II) O texto mostra que uma pessoa, apesar de todo o seu interesse em herdar a salvação, pode não estar disposta a pagar o preço do discipulado de Jesus. O jovem não estava disposto a renunciar aquilo que era o fundamento de sua vida, o orgulho, as riquezas, a soberba da vida, o que o impediu de herdar a vida eterna. Não estava disposto a se desfazer dos ídolos que mantinha em seu coração a fim de que Jesus o regenerasse por completo. E nós, o que tem fundamentado a nossa vida? Qual tem sido a nossa verdadeira busca no Evangelho? O bondoso Mestre tem estado no centro de nosso coração, fundamentando todo o nosso ser e vida?
III) Jesus conhece as reais motivações do nosso coração e não se contenta com a aparência exterior. O jovem exteriormente cumpria todos os mandamentos da lei. Nenhum fariseu acharia nele motivo de condenação. Entretanto, Jesus o conhecia no íntimo de seu ser e sabia que o jovem não estava disposto a uma entrega verdadeira. E nós, estamos dispostos?
IV) Na equação da eternidade, o quase salvo é igual ao totalmente perdido. O jovem rico é o protótipo de muitas pessoas que evangelizamos hoje: “aceitam” Jesus, mas, infelizmente, depois de decorrido algum tempo, percebemos que, em verdade, a pessoa nunca nasceu do Espírito de Deus. O jovem rico, nos dias de hoje, seria talvez o tipo de pessoa que gostaríamos de “ganhar” como ovelha, todavia, a sua decisão foi clara no sentido da perdição eterna.
V) A marca do discipulado de Jesus é a proclamação do Evangelho em verdade e em amor. Jesus mostrou a verdade acerca da condição espiritual do jovem rico, mesmo correndo o risco de perdê-lo, como, de fato, perdeu-o, o que nos mostra um princípio fundamental: somente a verdade tem o poder de salvar e libertar. Muitas vezes, evitamos dizer certas coisas para algumas pessoas com medo de perdê-las no processo de evangelização, consolidação ou discipulado e fazemos isso em nome do “amor”. Sabe, como o nosso amor é fajuto e degenerado. Amar é dizer a verdade em brandura e compaixão. Em Marcos 10:21, a Bíblia é clara em mostrar que Jesus amou o jovem e o amou tanto que precisava lhe dar o parâmetro verdadeiro para uma decisão consciente e definitiva, a decisão mais importante de sua vida, a decisão pela vida eterna. Leitor, o seu amor pelas pessoas tem sido fajuto e degenerado deste jeito? Você tem “enfeitado” ou deturpado o Evangelho da Verdade para “ganhar” as pessoas para sua congregação ou mantê-las no seu discipulado? Jesus não relativizou as suas condições para a vida no Evangelho, nem nós devemos fazer isso. Quem ama, libera, independente das decisões que a pessoa venha a tomar. Será também que estamos dispostos a nos relacionar de forma adequada com as pessoas de modo que recebamos a verdade a nosso respeito por pior que ela seja? Estamos dispostos a que Deus nos mostre a verdade a nosso respeito a fim de que possamos crescer e ser libertos?     
VI) A atitude do jovem rico foi oposta a atitude que as crianças tiveram diante de Jesus. O jovem rico não quis receber o Reino de Deus como uma criança, com uma fé simples, uma confiança sincera, com pureza e desembaraço. Meu desejo para você leitor é que, diante destas reflexões, você possa buscar a essência da vida cristã em amor e em verdade, sabendo que, apesar das nossas escolhas erradas, Jesus conhece o nosso coração melhor do que nós mesmos e não deixou de nos amar. O Salvador espera você de braços abertos para recebê-lo como uma criança que só quer desfrutar do colo amoroso do Pai. Se você for sincero com Deus, Ele te capacitará para que você possa vencer os embaraços da vida que tentam ocupar o seu coração.

 Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
Elaborado em dezembro de 2011
pablolrferreira@hotmail.com
rugidodaverdade.blogspot.com
 

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