quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

PERDÃO E RENÚNCIA DO "DIREITO" DE "BARGANHAR" COM A OFENSA


Perdoar envolve a decisão de renunciar ao direito de exigir do ofensor qualquer restituição, isto é, não podemos condicionar o nosso perdão a qualquer expectativa de que o nosso ofensor mude e passe a nos tratar de maneira diferente ou que ele venha a nos dar o amor e respeito que ele deveria ter dado.

É se liberar da expectativa de que a dívida seja paga ou que o sonho frustrado venha a se concretizar, deixando de lado qualquer “barganha” que possamos fazer com a ofensa no sentido de podermos perdoar o ofensor se ele nos der uma garantia de que nos tratará bem de agora em diante (cf. SEAMANDS, David. A Cura das Memórias. São Paulo: Mundo Cristão, 2007, p. 131-132).

Temos de nos livrar de tal expectativa, uma vez que ela se torna um impedimento ao processo de perdão. O ofensor pode nunca mudar em relação a nós e pode continuar praticando as condutas que nos ofenderam, mas isso não pode nos prender emocionalmente.

Cabe a nós decidir tomar a atitude de nos “desligar” do comportamento pecaminoso do ofensor e entender que é dele a decisão de continuar a viver o seu “inferno interior”; não podemos atrair para nós a responsabilidade pela mudança do ofensor, nem tampouco atrair para nós a “loucura” do outro e vivê-la.

Pense nisso: em que áreas de sua vida você está vivendo a loucura do outro em virtude de uma dívida emocional? Você está condicionando seu perdão a mudança de comportamento do ofensor para com você?

Pare de barganhar com a ofensa e viva. Jesus lhe ama. Valorize-se.

[Excerto retirado, acrescido de reflexões e adaptado do texto de minha autoria: DE ESCRAVO A FILHO: REFLEXÕES NA EPÍSTOLA DE PAULO A FILEMOM CONCERNENTES AO PERDÃO E A GRAÇA ABUNDANTE DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DO HOMEM, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2012/03/de-escravo-filho-reflexoes-na-epistola_24.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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pablolrferreira@hotmail.com

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

PERDÃO: RESPONSABILIDADE E RENÚNCIA DO "DIREITO" DE USAR A OFENSA COMO "JUSTIFICATIVA" PARA OS NOSSOS FRACASSOS


Perdoar requer de nós que assumamos a responsabilidade por nossas decisões e atos, tal como a renúncia de usar a ofensa como uma “desculpa” ou “justificativa” para os nossos fracassos.

O apóstolo Paulo tinha a consciência de que as coisas velhas tinham de ficar para trás, uma vez que tomamos a decisão de estar em Cristo e de ser uma nova criatura (2 Coríntios 5:17), mas as coisas só são, de fato, “velhas” quando tomamos a decisão de assim tratá-las, renunciando-as, inclusive através do perdão.

Perdoar nos tira da posição de vítima e nos faz assumir a nossa responsabilidade pelas nossas decisões e erros.

Temos que nos dispor a sair da cadeira da vítima, o que é o mais difícil em todo o processo, e decidirmos ser sobreviventes e vencedores em relação a ofensa e não dizermos assim: “eu estou nessa situação por causa da ofensa contra mim cometida”, “se isso não tivesse acontecido comigo, eu seria uma pessoa feliz e realizada”, “fracassei, porque isso aconteceu comigo”.

Essas e outras “desculpas” são extremamente perigosas, impedindo-nos de perdoar e acabam funcionando como uma “justificativa” para que não enfrentemos a realidade de quem somos e das áreas que precisamos mudar, mantendo intacta a nossa justiça própria, o orgulho, a autocomiseração (sentimento de sentir pena de si mesmo), o perfeccionismo, os complexos de inferioridade.

A dificuldade de perdoar mostra traços claros de perfeccionismo e orgulho e de uma falsa piedade que diz: “você não sabe o quanto é duro viver o nível espiritual que tenho”.

A responsabilidade de viver uma vida feliz e plena no Senhor é nossa e precisamos assumi-la e não transferirmos para os outros as nossas responsabilidade e culpas (cf. SEAMANDS, David. A Cura das Memórias. São Paulo: Mundo Cristão, 2007, p. 131).

Pense nisso: em que questões de sua vida você sangra por dentro porque você se culpa pelo tempo perdido em razão de uma ofensa ou dívida emocional decorrente de uma pessoa que lhe feriu? Em que situações você usa as ofensas não perdoadas para justificar suas deformidades de caráter ou seus erros e fracassos?

[Excerto retirado, acrescido de reflexões e adaptado do texto de minha autoria: DE ESCRAVO A FILHO: REFLEXÕES NA EPÍSTOLA DE PAULO A FILEMOM CONCERNENTES AO PERDÃO E A GRAÇA ABUNDANTE DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DO HOMEM, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2012/03/de-escravo-filho-reflexoes-na-epistola_24.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

PERDÃO, DEFINIÇÃO DA OFENSA E RECONCILIAÇÃO


Perdoar é um processo que exige de nós sinceridade o suficiente para definirmos a ofensa praticada, bem como a extensão do dano que nos foi causado.

Precisamos definir a ofensa, bem como examinarmos as mágoas específicas resultantes, além de nos dispormos a abandonar os sentimentos feridos.

Temos de enfrentar esses sentimentos feridos, admitindo-os e não tentando explicá-los ou racionalizá-los, já que explicar não é o mesmo que perdoar.

Aqui temos de tomar o cuidado com a falsa ideia de que para perdoar precisamos “necessariamente” confessar os nossos sentimentos negativos diretamente ao nosso ofensor, pois muitas vezes, utilizando-se deste pretexto, escondemos a vontade de nos vingarmos do ofensor, fazendo com que ele se sinta mal pelo que praticou, causando-lhe dor e sofrimento.

Acrescente-se que perdão e reconciliação não são coisas idênticas; o perdão é unilateral, é um ato de decisão que depende unicamente do ofendido em renunciar a ofensa; a reconciliação é bilateral, ou seja, é um ato de vontade que depende tanto do ofendido quanto do ofensor em restaurar o relacionamento, o que nem sempre é possível, já que pode ser que não haja condições de relacionamento concreto com o ofensor, até mesmo porque este pode não querer fazer sua parte no processo para a restauração do relacionamento.

Contudo, Deus nos pede que perdoemos e entreguemos a Ele a nossa completa disposição para nos reconciliar e a hora exata da reconciliação pertence a Ele (cf. SEAMANDS, David. A Cura das Memórias. São Paulo: Mundo Cristão, 2007, p. 130-131).

Pense nisso: em relação às pessoas que você precisa perdoar, você já parou para pensar qual é a dívida emocional resultante da ofensa? Que sentimentos, desejos e expectativas suas foram frustrados pela ofensa?

[Excerto retirado, acrescido de reflexões e adaptado do texto de minha autoria: DE ESCRAVO A FILHO: REFLEXÕES NA EPÍSTOLA DE PAULO A FILEMOM CONCERNENTES AO PERDÃO E A GRAÇA ABUNDANTE DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DO HOMEM, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2012/03/de-escravo-filho-reflexoes-na-epistola_24.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ALGUMAS DEFINIÇÕES E IDEIAS IMPORTANTES A RESPEITO DO PERDÃO:


(i) Perdoar é reconhecer que só Deus tem o direito de julgar as ofensas;

(ii) é desativar o mecanismo de violência dentro e fora de nós;

(iii) é reconhecer as próprias imperfeições, falhas e pecados;

(iv) é ser grato com o perdão que Deus já nos deu;

(v) é repetir com o próximo o que Deus já fez por nós;

(vi) é oferecer amor quando não há motivo para amar;

(vii) é manter abertos os canais por onde flui o amor e a confiança incondicionais em relação ao nosso relacionamento com Deus, com o próximo e conosco;

(viii) é uma reação positiva a ofensa, ao invés de uma reação negativa contra o ofensor;

(ix) é a decisão de não levantar a questão diante de três pessoas: Deus, o próximo e a nós mesmos;

(x) é semear misericórdia, graça e amor: “Falai e procedei com todos, como quem haverá de ser julgado pela lei da liberdade; pois será exercido juízo sem misericórdia sobre quem também não usou de compaixão. A graça triunfa sobre o juízo” (Tiago 2:12-13 - KJA);

(xi) é ter as emoções conquistadas;

(xii) é deixar livre, soltar, despedir;

(xiii) é atribuir favor incondicional ao ofensor, “desligando-se” emocionalmente dele e jogando o lixo emocional fora.

Pense nisso: Qual dessas definições acima melhor se encaixa nas questões que você enfrenta hoje? Você já tinha pensado no fato de que a Escritura diz que será exercido juízo sem misericórdia sobre quem também não usou de compaixão?

(obs: estas ideias eu colhi de uma pregação que ouvi na Estância Paraíso, Ministério de Intercessão – Igreja Batista da Lagoinha, em 2010, no programa Moriá, proferida pelo pastor Joaquim Arnaldo).

[Excerto retirado e adaptado do texto de minha autoria: DE ESCRAVO A FILHO: REFLEXÕES NA EPÍSTOLA DE PAULO A FILEMOM CONCERNENTES AO PERDÃO E A GRAÇA ABUNDANTE DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DO HOMEM, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2012/03/de-escravo-filho-reflexoes-na-epistola_24.html]

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O PERDÃO E A ORAÇÃO PELO OFENSOR


Uma das chaves do perdão das ofensas é a intercessão, isto é, neste caso, orar pelo nosso ofensor. Em Mateus 5:44-48, Jesus diz:

Mas eu vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei aos que os maldizem, fazei bem aos que vos aborrecem, e orai pelos que vos ultrajam e os perseguem; para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus, que faz sair seu sol sobre maus e bons, e que faz chover sobre justos e injustos. Porque se amais aos que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem também o mesmo os publicanos? E se saudais a vossos irmãos somente, que fazeis de mais? Não fazem também assim os gentios? Sede, pois, vós perfeitos, como vosso Pai que está nos céus é perfeito” (Versão Reina-Valera de 1960, traduzido livremente do espanhol).

Aqui vemos como nossos pensamentos realmente não são os pensamentos de Deus e como Ele costuma nos pedir coisas que são contrárias a mentalidade humana carnal e distorcida pelo pecado.

A intenção do texto acima citado não é que oremos para que o nosso ofensor receba bênçãos, mas que oremos para que ele seja alcançado pela graça de Deus, seja para que receba o dom gratuito da salvação, seja para que, se crente for, receba o quebrantamento quem vem do Espírito Santo a fim de receber a transformação em seu caráter, gerando crescimento, maturidade e libertação do engano do inimigo, bem como para que Deus trate da situação em Seu tempo e da Sua forma. 

Deus quer que vejamos não os erros cometidos, mas a necessidade do ofensor de receber a graça de Deus para a sua salvação ou restauração e, assim fazendo, o Espírito Santo transforma o ódio em amor, mudando a nossa mente, produzindo misericórdia e compaixão em nosso coração.

Trata-se, portanto, de ver a ofensa e o ofensor da perspectiva de Deus e não da nossa, a fim de nos protegermos da raiz de amargura e quebrar o poder que a ofensa tem de determinar nossos pensamentos, reações e comportamentos. Quando não oramos pelo nosso ofensor, damos poder a ele, permitindo que nossas ações sejam moldadas pela ofensa que ele praticou (cf. HUNT, June. Aprenda a perdoar mesmo quando não tem vontade. Rio de Janeiro: Propósito Eterno, 2009, p. 146-150).

Pense nisso: Até que ponto as ofensas praticadas contra nós tem moldado as nossas reações?

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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[Excerto retirado e adaptado do texto de minha autoria: DE ESCRAVO A FILHO: REFLEXÕES NA EPÍSTOLA DE PAULO A FILEMOM CONCERNENTES AO PERDÃO E A GRAÇA ABUNDANTE DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DO HOMEM, disponível em: http://rugidodaverdade.blogspot.com.br/2012/03/de-escravo-filho-reflexoes-na-epistola_24.html]


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

LIVRE-SE DA PRAGA DAS RÃS



O Capítulo 8:1-15 do livro de Êxodo conta a história da praga das rãs. Esta foi uma das dez pragas que Deus utilizou-se por intermédio de Moisés para retirar o povo de Israel do cativeiro do Egito.

Eu fico imaginando aquela multidão de rãs que invadiu a casa dos egípcios e de Faraó. Você já pensou na sua casa cheia de rãs? Aquele animalzinho bem nojento, viscoso e repugnante e você rodeado delas?

Faraó pediu a Moisés para que orasse ao Senhor a fim de que as rãs fossem retiradas, pelo que Moisés perguntou a Faraó quando ele podia orar por isso. A resposta é chocante: "AMANHÃ" (v. 10).

Assim também somos nós em muitas áreas de nossas vidas. Convivemos com pragas, pecados, iniquidades, situações nojentas, incômodas, vergonhosas e que não damos um jeito. Damos as nossas desculpas para não fazer o que é certo. Preferimos nos acorrentar do que pedir ajuda para Jesus e sermos transparentes com Ele.

Livre-se das rãs em sua vida; não deixe para amanhã a decisão de começar o processo de tratamento. Essas rãs podem ser um relacionamento tóxico e/ou que não lhe convém; uma mágoa que você não quer renunciar; um medo que você não quer enfrentar; uma situação vergonhosa que você não quer confessar para ser curado e se sentir perdoado; um pecado de estimação que você não quer tratar; uma mente passiva, doente e mesquinha que você não quer renovar; um costume mundano que você não quer desaprender; um vício que você não quer fazer morrer; entre outros.

Nos versículos 13 e 14, do capítulo 8 de Êxodo, o Senhor cumpriu a sua parte, entretanto, as rãs não desapareceram, elas morreram e causaram mal cheiro na casa dos egípcios. Livre-se das rãs para que elas não causem mal cheiro em sua vida e não contaminem o seu testemunho.

Pense nisso.

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A DOR QUE SE EVITA RESOLVER É COMO UM BUMERANGUE: A ARMADILHA DO “NÃO QUERO LEMBRAR”



Hoje, mais do que nunca, é comum ver pessoas destruídas emocionalmente, as quais vêm de um histórico de abusos físicos, emocionais e sexuais, de famílias desestruturadas, de divórcios e relacionamentos que não deram certo, entre outros traumas e experiências negativas. Vivemos em um mundo saturado de dores que não se resolvem, dores que as pessoas colocam debaixo do tapete, convivem com ela e caem numa letal armadilha: “não quero lembrar”.

Não se evita lembrar de momentos dolorosos. Nosso papel é resolvê-los, enfrentá-los para que nunca mais nos causem dor.

Deixa eu lhe dar uma dica.

Mesmo que você não queira lembrar de momentos dolorosos, eles estão lá e você lembra ainda que de forma inconsciente, já que fazem parte da sua estrutura de memória. Não deixarão você pelo simples fato de que você não quer lembrar. E pior, causam pressão sobre o seu sistema nervoso, produzindo uma neuroquímica tóxica que prejudica sua saúde e seu sistema imunológico e criam barreiras (pensamentos negativos) que impedem você de se relacionar de forma sadia com outras pessoas e sabotam o seu sucesso.

Ainda que você não lembre, as lembranças dolorosas são como um bumerangue: você lança-as e elas voltam para você. E lhe deixam na cadeira de vítima, fazendo você pensar o quanto você é miserável pelo que aconteceu com você.

Lembre-se: o perdão é o antídoto mais eficaz contra a dor que não se resolve, inclusive o perdão de si mesmo. Peça ao Espirito Santo que lhe mostre as áreas de sua vida que necessitam de perdão. Saia da armadilha do “não quero lembrar” e seja livre finalmente. Busque ajuda em cristãos idôneos que possam orar junto com você a respeito de suas dores (Tiago 5:16).

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

INVEJA E SENTIMENTO DE INCAPACIDADE


Tiago 3:16: “Pois, onde há inveja e egoísmo, há também confusão e todo tipo de coisas más” (NTLH).

A inveja é um sentimento que fala muito de nosso senso de incapacidade. Invejamos o que o outro tem porque, em grande parte, sentimo-nos incapazes de atingir o mesmo nível de realização pessoal em alguma área de nossas vidas. Ela fala, portanto, de áreas da nossa autoimagem que estão estilhaçadas, partidas pelo pecado, pelos traumas e experiências negativas.

Muitos religiosos perseguiram Jesus e os apóstolos movidos por inveja (Mateus 27:18; Marcos 15:10; Atos 5:17-18, 13:45, 17:5), portanto, inveja mesmo dentro do povo de Deus, um povo que conhecia muito bem as Escrituras. Ninguém está isento desta obra da carne como cristão (Gálatas 5:26); todos nós temos de lutar contra a inveja em alguma área de nossa vida, uns mais, outros menos, porque é da essência do pecado a separação de Deus, o que necessariamente produz uma personalidade distorcida e idólatra das coisas criadas e das pessoas (Romanos 1:21-31).

A inveja necessita de arrependimento, mas não é só isso. Temos de pedir que o Espírito Santo nos sonde e nos mostre onde nós sentimos inveja em razão das partes do nosso “eu” que estão fragmentadas pela iniquidade para que sejamos realmente libertos.

Pense nisso: Em que áreas de sua vida você se sente incapaz de atingir autorrealização ou é incrédulo quanto ao seu potencial de mudança e de ser um bom cuidador de si mesmo? Em que áreas de sua vida você se sente incapaz de suprir seus desejos de forma sadia e sem cobiça? Quando você achar a resposta, ali será o lugar de morte da inveja e da contaminação que ela traz em seus relacionamentos.

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

CALCULANDO OS CUSTOS DA VITÓRIA


A história da batalha entre Davi e Golias, sem dúvida, é uma das mais conhecidas da Bíblia; a batalha contra um inimigo que, aos olhos humanos, era invencível. É verdade também que todos sabem que Davi venceu Golias de forma miraculosa pela fé em Deus. Entretanto, é necessário pontuar uma das qualidades da fé de Davi que lhe proporcionou a vitória e está em 1 Samuel 17:25-27:

25 e diziam uns aos outros: Vistes aquele homem que subiu? Pois subiu para afrontar a Israel. A quem o matar, o rei o cumulará de grandes riquezas, e lhe dará por mulher a filha, e à casa de seu pai isentará de impostos em Israel. 26 Então, falou Davi aos homens que estavam consigo, dizendo: Que farão àquele homem que ferir a este filisteu e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo? 27 E o povo lhe repetiu as mesmas palavras, dizendo: Assim farão ao homem que o ferir”.

Temos áreas de nossa vida que necessitam de uma intervenção de Deus. Batalhamos contra gigantes que, aos olhos humanos, parecem impossíveis de serem vencidos, tais como questões sentimentais e sexuais, dependência emocional, distorções de caráter, desesperança, depressão, ansiedade, vício em pensamentos negativos, culpa, vergonha, iras, mágoas e ressentimentos, entre outros.

Tal como Davi, temos de desenvolver uma visão diferente a respeito do inimigo e da vitória. Ele viu o inimigo sob a ótica de Deus e vislumbrou os benefícios de sua vitória, quais sejam o casamento com a filha do rei, riquezas e a isenção de impostos e isso foi parte componente de sua fé vencedora. O mesmo raciocínio tem de ser aplicado aos pecados e circunstâncias que lutamos; precisamos pensar nos benefícios de sermos libertos para que isso sirva como um facilitador de nosso processo de mudança.

Pense nas questões difíceis de sua vida, reflita e anote em um caderno as possíveis soluções e benefícios de ser liberto. Você já parou para pensar nos benefícios de ser liberto? Você já pensou, por exemplo, nos benefícios que você obterá ao liberar alguém emocionalmente pelo perdão? Apesar de suas falhas e derrotas, você já pensou nos benefícios de se perdoar e de aceitar como Deus lhe aceita? Você já pensou nos benefícios de enfrentar seus medos? Você já pensou nos benefícios de quebrar certos muros de proteção emocional que lhe impedem de confiar novamente nas pessoas que querem lhe ajudar sinceramente?

Por favor, dê-se uma nova oportunidade, porque as misericórdias do Senhor renovam-se a cada manhã (Lamentações de Jeremias 3:23).

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A DOR DE MUDAR E A DOR DE PERMANECER COMO ESTAMOS



Fim de ano e o início de um novo é um período que mobiliza nossa reflexão interior a respeito da nossa trajetória de vida como um todo; avaliamos as vitórias e as derrotas e somos desafiados a seguir por um dos dois caminhos: ou vivemos a dor de permanecer como estamos nas áreas de nossa vida em que não conseguimos vitórias ou, então, decidimos enfrentar a dor de mudar.

Sim, a mudança importa em dor: a dor de reconhecer que, por muitas vezes, arranjamos desculpas para não mudar; a dor de perceber que não fomos suficientemente sinceros em nossos relacionamentos ou demos mais valor ao dinheiro do que para as coisas que o dinheiro é incapaz de comprar; a dor de assumir que nos autossabotamos e que nós mesmos matamos o nosso sucesso com pensamentos negativos e com a falta de fé em Deus; por fim, a dor de decidir enfrentar a culpa e/ou a vergonha da derrota, concentrar energias para mudar o estado de inércia e realizar atos concretos de mudança quando nos sentimos incapazes para tanto.

Entretanto, isto é melhor do que a dor de permanecer como estamos; ela nos leva a ficar num estado de coitadismo (autocomiseração), de vítima das pessoas e circunstâncias que nos causaram dano, de orgulho ferido, de ressentimento; é uma dor que nos identifica com a nossa negatividade, com o medo e bloqueia que enxerguemos os nossos recursos positivos para viver a vida de uma forma leve e prazerosa.

Sinceridade conosco mesmos e com Deus é fundamental e é o primeiro passo da mudança.

Só concretizaremos nossos sonhos e o plano de Deus para nós se formos capazes de enfrentar as duas dores e dependermos do Senhor para a renovação da nossa mente a fim de que experimentemos Sua boa, perfeita e agradável vontade (Romanos 12:2).

Só cresceremos como seres humanos se formos capazes de extrair aprendizado de nossas dores e transformá-los em recursos positivos para nossa qualidade de vida.

Pense nisso: Quais as dores que você não superou e que necessitam de aprendizado para que você possa superá-las? Peça iluminação ao Espírito Santo; é Ele quem nos convence da verdade.

Pablo Luiz Rodrigues Ferreira
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