IDOLATRIA E VAZIO
Idolatria é um dos efeitos diretos da queda no Éden e consiste no culto aos prazeres (afetivos e/ou sensoriais) prestado pelo homem a si mesmo, por meio das coisas criadas (Rm 1), como meio falso de redenção de si mesmo e apartado de Deus.
É um dos aspectos da iniquidade que reside no homem caído e que o manifesta como conhecedor do bem e do mal, isto é, que faz dele um usurpador da prerrogativa que só Deus possui de definir o que é certo e errado, justo e injusto, santo e profano.
Por meio dessa usurpação, o homem faz a si mesmo um “deus” e se autogoverna, ditando de forma distorcida o que entende por aceitável e bom aos seus próprios olhos e juízos.
O rombo decorrente da idolatria é uma das formas em que o homem declara, ante a face de Deus, que o rejeita. É um rombo que cria um vazio que nunca se satisfaz e que a cada dia pede mais sacrifícios, embrutecendo e pervertendo o homem em níveis maiores de pecado e rebeldia progressivamente.
Nosso vazio é espiritual, do tamanho de Deus, de modo que nenhum afeto ou prazer sensorial pode supri-lo. Ou adoramos a Deus genuinamente e estamos dispostos a quebrar os ídolos do nosso coração ou então seremos transformados à imagem e semelhança destes últimos (Sl 115:5-7), tornando-nos vazios, inúteis e sem propósito.
Por fim, você já parou pra pensar que o coração humano é uma fábrica de ídolos e que você pode estar sendo usado por outra pessoa para satisfazer o ídolo dela?
Pense. Reflita.
Pablo Ferreira
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